5 de ago. de 2016

Crônicas 4: O Sábio do pântano

Após subornar o fazendeiro, Nathan deixou Bill, Brandon e Ragnar na pequena propriedade que, como outras tantas, ficava fora dos muros e dos olhares dos soldados de Lord Vaekar. Depois disso, Nathan saiu para investigar, deixando Ragnar sob os cuidados dos que se sacrificara para salvar.



Estando gravemente ferido, Ragnar precisava de cura urgentemente, mas eles não poderiam buscar um curandeiro dentro de New Lut, pois isso chamaria a atenção do lord e de seus soldados. Bill fez perguntas e intimidou alguns camponeses e descobriu que alguém poderia ajuda-los. O curandeiro infelizmente era um eremita, um recluso, que vivia em uma cabana no pântano a nordeste de New Lut, e a trilha até lá era difícil, tortuosa e perigosa.

Ignorando os riscos, Bill Barton, Brandon e Ragnar partiram da fazenda e seguiram pela trilha do pantano com a primeira luz do sol, o horário evitaria a abordagem de bandidos, e de muitos animais de comportamento noturno, mas certamente não todos.

A trilha era escura e muito mal cuidada, e muitos trechos estavam inundados ou tão lamacentos que não fazia diferença, e quando se encontravam encharcados de água turva até a cintura, ele veio. Era um crocodilo dos charcos, media pelo menos cinco metros da cabeça à cauda, coberto por couro grosso e escamas escuras, num primeiro momento foi confundido com um tronco boiando na água turva, mas quando abriu suas enormes mandíbulas e atacou, ficou claro que não se tratava de mero lenho podre.

Brandon quase usou sua magia para torrar o grande animal, até perceber que ele mesmo e seus amigos estavam imersos na mesma água lamacenta, e a fera se movia com uma agilidade quase sobrenatural quando submersa.

Os aventureiros se desviavam como podiam, e seus ataques só acertavam o ar, a fera era realmente um adversário poderoso, e se valia de sua força superior e agilidade na água para ataca-los, e cansa-los, mas mesmo um animal tão forte e astuto não seria páreo para três heróis.

-"Eu tenho que fazer tudo?" - gritou Ragnar golpeando-o com seu machado, e sentindo um filete de dor percorrer cada centímetro do seu corpo ao se mover, mesmo não usando o braço direito, o ferimento ainda era um incomodo muito maior do que parecia.

-"Não!!! EU VOU MOSTRAR COMO SE FAZ!!!" - Rosnou o bárbaro Bill Barton quando, num rompante furioso, decepou a cabeça da criatura com um único golpe de seu grande machado de duas mãos. -"Vamos leva-lo conosco, no pior dos casos, vou fazer uma capa de jacaré para o meu machado!!!"

Quando finalmente encontraram a pequena choupana em meio às arvores, Bill Barton deixou o corpo da besta de lado, e foi à frente, em busca do suposto curandeiro para apenas encontrar um enorme urso furioso, maior que qualquer animal da espécie que ele já tivesse ouvido falar...

A sensação de fugir ou lutar tomou conta do bárbaro, que urrou em retorno, encarando o urso e tentando intimida-lo em retorno, e mas o animal não cedeu, quando Rangar veio correndo, o braço que ainda conseguia mover livremente brandia o machado alto enquanto ele gritava de forma ameaçadora...

A fera se ergueu sobre as patas traseiras, que se transformaram em pés enfiados em botas, enquanto seu pelo grosso se tornava um manto, armas e armadura. e suas poderosas mandíbulas se tornaram em um rosto masculino barbado e endurecido pelos anos.


-"HAHAHAHAHAHAHAHA"

Sorriu o velho druida quando a transformação se completou:

- "Há muito tempo que não vejo alguém tentar gritar com o urso de volta"


Enquanto o Bill Barton tentava explicar a situação o homem parecia ouvir atentamente, e seu interesse se deteve na parte da história sobre a pedra, e avisou-os que deviam recupera-la a qualquer custo, pois ela fazia parte de algo muito maior.

Ragnar sorriu ao perceber que a magia já estava curado, ele não viu quando a magia foi conjurada, mas o homem tinha feito, e aquilo era incrível.




-"Muito obrigado, agora eu posso beber cerveja enquanto empunho meu machado."

Ele disse que se apressassem, não iria demorar para que seu amigo deixasse de ser útil para Vaekar e fosse morto.

"Qual seu nome?" - Perguntou Barton

-"Pode me chamar de Egg"

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