
-"Ele já começou o ritual!"- Disse o velho druida!
-"Mestre, eu suplico que diga-nos oque está acontecendo" - disse Elrond, já nervoso.
-"As pessoas da cidade estão seguras, graças a vocês, mas parece que ele já tem a força que precisava!"
-"Não compreendemos!" - Interrompeu o pequeno Tobias.
E então ele contou-lhes a história...
Há muito tempo, quando este mundo foi formado, dizem que mil fendas se abriram no tecido da realidade, e energias e força vindas de vários universos vazaram para dentro deste mundo e colidiram, muitas dessas fendas perpetuaram-se pelos séculos e viajantes de outros mundos puderam entrar.
No meu mundo, o meu clã reinava sobre todos os outros com punho de ferro, nós monopolizamos a força do aço, do fogo dos dragões, da ciência e da magia. Meu pai me disse uma vez, que lá a magia era muito mais rara que aqui, mas não menos poderosa, ou decisiva na conquista.
Porem, quando meu povo chegou aqui, muitos outros homens, de outros universos já estavam aqui, e monstros, e criaturas de todos os tipos que não existiam no meu mundo, e dragões, muito maiores e mais poderosos do que os que meu clã um dia dominara.
Guerras intermináveis irromperam entre os exércitos dos diferentes mundos, e nessa época, tivemos contato com a magia Vil, os antigos diziam que no universo em que ela se originou, mundos foram conquistados e totalmente destruídos unicamente pela fome de vidas da magia vil, orcs, homens e elfos foram corrompidos naquele universo pelo sangue de demônios que lhes fora ofertado, e seus mundos pereceram um após o outro.
Muitos dos nossos, que uma vez vestiram o negro e o escarlate da nossa casa com orgulho, foram corrompidos e o nosso povo acabou dividido, irmão contra irmão, pai contra filho, e uma guerra que parecia sem fim começou.
Outros povos, tragados de outros universos se juntaram à guerra contra os warlocks, e então meu povo descobriu como seria possível reverter a magia vil contra eles, e tranca-los para que nunca mais espalhassem aquele mal.
Quando meu povo selou o ultimo dos warlocks, foi prometido que nunca deixaríamos esse tipo de magia nos tocar novamente, e a tradição foi mantida entre aqueles que vestiam o simbolo do dragão de três cabeças durante muitas gerações, essa cidade foi construída sobre o selo, para que sempre mantivéssemos essa promessa. até que a história virou lenda e foi esquecida.
Mas alguém descobriu, descobriu e interpretou a sua própria maneira deturpada e passou esse segredo adiante, e quando meu pai, em seu leito de morte escolheu a mim em vez de meu irmão para governar essas terras, quando meu irmão amaldiçoou sua própria vida e sua inaptidão, quando os espíritos elementais recusaram a ele a magia verdadeira, quando ele amaldiçoou nosso povo e nossa terra, ele encontrou apenas essa resposta para o seu ódio, ele vendeu a própria alma em troca de poder, e quanto poder, a primeira coisa que ele fez, foram as aranhas, ele as chama de filhos e filhas, e depois veio todo o resto, nossa luta foi longa e sangrenta, eu achei que mesmo derrotado, tivesse esgotado a magia vil que havia dentro dele, e me afastei durante longos anos....
Quando eu voltei, ele era o governador das terras, o rei o apoiara em sua revindicação, eu perambulei e não encontrei novos sinais da loucura que se abatera nele antes, somente, que de alguma forma, as décadas se passaram e ele não envelheceu, tomou formas de homem adulto, mas não está nem de longe como eu, alguma coisa o preserva, e quando vocês apareceram, fatos novos me levaram a crer que ele tinha retomado sua busca.
Eu não fui capaz de deter Vaekar na minha juventude, ele usou nossos amigos e familiares como combustível, um por um, nossa corte e nosso clã definharam e a importância dessa cidade diminuiu e quando eu finalmente descobri que ele era o responsável, já era tarde demais, tudo foi culpa minha, eu não fui páreo para ele antes, e não sou páreo para ele agora.
- "Mas vocês são fortes o suficiente! vocês podem impedir que ele libere a magia vil sobre este mundo, sobre este universo novamente." - terminou, seguindo-se uma tosse longa, acompanhada de sangue...
- "Mestre!!!" - gritou Elrond!
- "Não adianta mais" - disse o velho druida - "Estou morrendo, nada do que façam mudará o curso do destino agora, tome isto!"
Desatando a própria espada do pesado cinturão. e estendendo-a ao jovem elfo, ele falou devagar, respirando a cada palavra, como se buscasse séculos no passado o que tinha que dizer:
"Eu, Aegon, décimo primeiro do meu nome, herdeiro da travessia das estrelas, filho do dragão, senhor de New Lut, das pradarias de New Valir, das montanhas de agulhas negras e dos pântanos vermelhos, lhe concedo meu titulo, minha senhoria, e minha espada, você não é mais um aprendiz, agora é um guardião, e sua descendência deve herdar essa missão junto com você." - ele terminou de dizer essas palavras, suspirou, e se encostou com a força se esvaindo de seu corpo.
Elrond pegou a espada, embora não tivesse certeza do que aquilo significaria, o aço era incomum, as camadas formavam padrões que se entrelaçavam, parecia muito mais leve e resistente que o normal.
Eles saíram dali, deixaram o velho Egg em seu leito de morte, embora cada um sentisse seu coração esmagado, eles tinham uma batalha para vencer, desceram por um poço, na praça central, nadaram por uma caverna longa, desceram uma longa escada em espiral e seguiram no escuro, descobrindo da maneira mais difícil, que o caminho era cheio de armadilhas e passagens secretas, e então chegaram ao fundo, o lugar onde o poder demoníaco tinha sido selado, Tobias se esgueirou para dentro e com um gesto alertou todos, Vaekar já estava lá, e esse talvez não fosse o pior dos problemas.
- "Finalmente vocês chegaram" - Disse ele ainda de costas, com o ritual em curso.
- "A vida de Aegon finalmente me pertence, e em breve, eu ofertarei as suas vidas ao meu mestre!"
Com uma das mãos ele pegou a foice, sob a luz parda dos archotes a lamina branca parecia ainda mais fantasmagórica, com a outra mão ele conjurou um chicote feito de pura energia verde e espectral, que se movia rapidamente pelo ar, quase como se tivesse vida própria.
Aquela foi a batalha mais difícil que eles jamais tinham enfrentado, cada ferimento da foice era profundo e doloroso, e não se fechava, nem coagulava, cada vez que algum dos Herois era atingido pelo chicote, um pouco de sua força vital era drenada, Vaekar curava seus próprios ferimentos roubando força de cada adversário e com um ou dois golpes acumulava energia suficiente para conjurar mais um de seus poderosos feitiços, de repente o fogo virou sua especialidade, ele parecia incrivelmente fascinado em incinerar os seus oponentes, queima-los até os ossos.
O ultimo golpe foi de Bill Barton, seu machado fez um sulco profundo que praticamente dividiu o warlok em dois, do ombro até a virilha, O chicote de energia se dissipou, a foice caiu de lado...
-"Dessa vez você não vai fugir, verme!!!"- gritou o bárbaro em seu ultimo ataque furioso.
Vaekar estava derrotado, mas mesmo ao chão, sangrando até a morte, ele ria, descontroladamente e compulsivamente, gargalhava, e sua risada ecoava pela alta abobada do salão subterrâneo...
-"Tarde demais barbaro! Hahahahaha! Tarde demais!!!" gritou o warlok antes de suspirar e morrer...
Uma gigantesca torrente de luz verde se seguiu, o topo da abobada explodiu com um pilar de energia que subia furiosamente do chão fazendo tudo tremer e jogando os heróis longe.
Com uma das mãos ele pegou a foice, sob a luz parda dos archotes a lamina branca parecia ainda mais fantasmagórica, com a outra mão ele conjurou um chicote feito de pura energia verde e espectral, que se movia rapidamente pelo ar, quase como se tivesse vida própria.
Aquela foi a batalha mais difícil que eles jamais tinham enfrentado, cada ferimento da foice era profundo e doloroso, e não se fechava, nem coagulava, cada vez que algum dos Herois era atingido pelo chicote, um pouco de sua força vital era drenada, Vaekar curava seus próprios ferimentos roubando força de cada adversário e com um ou dois golpes acumulava energia suficiente para conjurar mais um de seus poderosos feitiços, de repente o fogo virou sua especialidade, ele parecia incrivelmente fascinado em incinerar os seus oponentes, queima-los até os ossos.
O ultimo golpe foi de Bill Barton, seu machado fez um sulco profundo que praticamente dividiu o warlok em dois, do ombro até a virilha, O chicote de energia se dissipou, a foice caiu de lado...
-"Dessa vez você não vai fugir, verme!!!"- gritou o bárbaro em seu ultimo ataque furioso.
Vaekar estava derrotado, mas mesmo ao chão, sangrando até a morte, ele ria, descontroladamente e compulsivamente, gargalhava, e sua risada ecoava pela alta abobada do salão subterrâneo...
-"Tarde demais barbaro! Hahahahaha! Tarde demais!!!" gritou o warlok antes de suspirar e morrer...
Uma gigantesca torrente de luz verde se seguiu, o topo da abobada explodiu com um pilar de energia que subia furiosamente do chão fazendo tudo tremer e jogando os heróis longe.
E em um instante, nada mais estava ali, nem o selo, nem as pedras, nem as runas, nem o corpo morto de Vaekar, apenas a antiga câmara em ruínas, que começava a entrar em colapso.
-"Temos que sair daqui, esse lugar vai desabar a qualquer momento..." -Disse Tobias, já arrastando os pés ao lado da parede.
Então eles saíram de lá, encontraram a cidade um tanto danificada, mas ainda de pé, ninguém parecia ter voltado ainda para "ver se o dragão tinha ido embora", irônico considerando a partida dos dois últimos "dragões" que chegaram àquele mundo a tanto tempo.




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