29 de jul. de 2016

Crônicas 3: A pedra celestial

Uma semana se passou depois que os heróis conseguiram escapar da caverna das aranhas, Nathan, Haien, Ragnar, Bill e o acamado Brandon se acomodaram em uma estalagem nas proximidades da cidade, juntando algumas moedas conseguiram pagar acomodação e comida descentes para os cinco e até mesmo um hospitalário que tratou dos ferimentos do mago, que agora estava quase recuperado.


Era chegada a hora de decidir o que seria feito do artefato as runas no cristal continuavam brilhando fantasmagoricamente de qualquer angulo que se olhasse, e os Heróis começaram a se perguntar como os boatos da pedra celestial teriam começado, e qual verdadeiro interesse lord Vaekar teria sobre o dispositivo.

Haien e Nathan foram enviados para tratar com lord Vaekar enquanto Bill e Ragnar permaneceram na estalagem, guardando a pedra e cuidando de Brandon.

Ao chegarem ao prédio de alvenaria de pedra bem construído com grandes janelas de vidro e ferro, os Nathan e Haien foram recebidos por guardas armados, que negaram acesso ao prédio, depois de alguma negociação, Haien conseguiu entrar, sozinho e desarmado para falar com governante.

Haien encontra o lord em seu gabinete, parecendo doente e abatido, se movendo com alguma dificuldade, como que fora ferido.

Embora a conversa tenha se iniciado com ar de simples negociação entre o representante de um contrato e seu contratante, a discussão ganhou ares de animosidade quando ficou claro que Lord Vaekar sabia muito mais do que estava dizendo, e inquirido sobre suas verdadeiras intensões, uma vez que fora o responsável por inúmeras mortes de aventureiros que adentraram a caverna despreparados...

Parecendo ofendido com a insolência, o fidalgo chamou seus guardas e ordenou a prisão imediata do jovem elfo, o que até o momento parecia apenas um mal entendido entre os aventureiros e a autoridade local, ganhou ares de terror quando, se aproximando do prisioneiro rendido este cochichou:

"Vocês podem ter me derrotado uma vez, mas isso não mais acontecerá, vocês podem ter matado meus filhos, mas eu lhe garanto que ninguém toma o que é meu e vive para contar a história..."


Ragnar acordou com batidas fortes à porta, ao atender, soldados da guarda da cidade irromperam para dentro do pequeno quarto de estalagem, estes renderam ameaçaram a vida de seus amigos que dormiam, Bill e Brandon, fazendo com que o guerreiro não reagisse.

Vasculhando as mochilas dos membros do grupo, eles encontraram a pedra artefato que fora trazida da caverna das aranhas, e a levaram consigo, enquanto dois soldados permaneciam rendendo e humilhando o guerreiro....

Mas uma hora eles foram embora, deixando para traz uma bomba de fúria e vingança prestes a explodir, Ragnar não vestiu sua armadura, cujas peças jaziam espalhadas pelo chão, isso levaria muito tempo, e ele não o tinha, apenas pegou seu escudo e seu machado, como seus ancestrais faziam, ele não despertou seus companheiros, eles ainda estavam feridos da ultima batalha, e ele não os exporia a ainda mais perigo....

Descendo as escadas com impeto e o sangue fervendo em sua cabeça, encontrou os dois retardatários aos pés do grande salão da taverna, a maioria dos frequentadores tinha ido embora quando os guardas chegaram, mas isso era melhor, ele não queria testemunhas.

A primeira vitima foi aquele que colocara uma espada no pescoço de seus companheiros, ele ainda a empunhava mas ,não percebendo a chegada de Ragnar, ela lhe foi inútil, seu machado entrou tão fundo atravessando elmo, escalpo, cranio e miolos, que a lamina ficou presa no corpo morto do maldito, Ragnar pegou sua espada, a mesma que fora usada para ameaçar seus amigos, ainda no ar, e investiu contra o segundo, que sacando sua própria espada lhe fez frente.

Os dois se degladiaram durante o que pareceu uma eternidade, os golpes furiosos encontrando sempre aço ou carvalho, mas nunca carne, os sinais de cansaço já estavam aparecendo para ambos, e então eles se acertaram, primeiro Ragnar cortou o soldado, na altura do abdome, um corte largo na fresta do peitoral, despedaçou cota de malha, rasgou couro, pano e carne, uma ferida feia, mas não fatal, seu corpo por outro lado estava desprotegido, e uma forte estocada entrou em seu ombro, quebrou seu osso, deslocou seu braço da espada, o desarmou e derrubou...

Quando Nathan entrou na estalagem tudo parecia abandonado, talvez o murmurio de um bêbado em um canto, mas nada alem disso, o salão da taverna estava destruído mesas e cadeiras esfaceladas, copos, garrafas e jarras trincadas no chão, e um rastro de sangue se estendia do campo de batalha até o bar. Lá encontrou Ragnar, sentado sob o balcão, com um pedaço quebrado de aço temperado e afiado atravessado em seu ombro direito, enquanto a mão esquerda levava uma grande caneca de latão, cheia de hidromel para sua boca ensaguentada.

- "precisamos sumir desse lugar imediatamente...."

- "quando eu terminar minha bebida!"

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